Como aplicar Lean Manufacturing na Ferramentaria em quatro passos simples!

Muitas vezes, quando estudamos Lean Manufacturing, imaginamos sua aplicação voltada para linhas de produção industrial focado em otimização de recursos e tempo de ciclo. Mas o Lean é muito mais que isso e pode ser aplicado, além de linhas de produção ele pode ser aplicado em qualquer setor ou departamento, inclusive em lojas, hospitais, agências, escritórios entre tantos outros. Ele é tão famoso porque a correta aplicação de suas ferramentas proporciona ótimos resultados no ambiente de trabalho, na organização e na redução dos custos da empresa.

fluxo-ferramentaria-Lean- Manufacturing

 

Mas a grande questão é como fazer isso fora da linha de produção. Quais são as ferramentas corretas e como aplicar em áreas de suporte ou não produtivas?

Hoje vamos falar especificamente da ferramentaria que é o setor metalúrgico responsável por desenvolver, produzir e manter as diversas ferramentas utilizadas no maquinário produtivo. A ferramentaria fabrica por exemplo, moldes plásticos, fresas, brocas e dispositivos de precisão que devem estar sempre em condições ideais de utilização para que não prejudiquem a qualidade do produto final.

Os quatro passos para o Lean Manufacturing na Ferramentaria:

  1. Ter em mente que tudo pode ser melhorado.
  2. Entender o processo com o Mapeamento de Fluxo de Valor na ferramentaria.
  3. Identificar os 7 principais desperdícios na ferramentaria.
  4. Encontrar soluções para a causa raiz de cada problema encontrado na ferramentaria.

 

O primeiro passo para aplicar o Lean Manufacturing na ferramentaria ou em qualquer outra área é ter em mente que tudo pode ser melhorado, ou seja, eliminar completamente pensamentos como: “Sempre foi assim”, “não sabemos fazer de outra forma”, “estamos acostumados com esse processo” ou “a nossa bagunça é organizada”. Esses pensamentos limitantes não permitem que tenhamos uma visão mais ampla, nos impedindo de enxergar os pontos a serem desenvolvidos. Reúna a equipe de trabalho e instigue todos a pensarem “fora da caixa” e ficam menos resistentes às mudanças.

Aplicando técnicas e ferramentas do Lean Manufacturing

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Com os objetivos alinhados, o segundo passo é entender o processo. Com a ajuda da equipe, respondam a perguntas como:

  • Quem são os clientes?
  • Como o departamento recebe a demanda?
  • Como é realizado o transporte?
  • Quem são os responsáveis?
  • Quais são os fornecedores de matéria-prima?
  • Quais são os prazos?

As respostas dessas perguntas serão as informações para construir um mapeamento. Se você está pensando que a melhor ferramenta para utilizar nesta fase é o Mapeamento de Fluxo de Valor (MFV) você está no caminho certo. É isso mesmo! Relembrando, o MFV é uma simples observação do cenário atual e ele permite enxergarmos o todo de uma maneira muito prática e ilustrativa. Construa o mapa e mãos à obra para o terceiro passo!

Com o Mapeamento de Fluxo de Valor estabelecido, é hora de identificar os desperdícios. Pense assim: Qual é a missão da ferramentaria? É entregar ao cliente (fábrica) ferramentas em perfeitas condições de uso no prazo correto e que garantam a qualidade do produto final, certo? Sendo assim, observando o mapeamento, onde estão os desperdícios?

Você se lembra quais são os sete desperdícios?

São eles: Superprodução, defeitos, estoques, processamento desnecessário, transporte, espera e movimentação. Podemos também considerar como um desperdício a falta de capacitação técnica dos integrantes da equipe. Observe o mapeamento e indique onde estão os desperdícios principais e potenciais. Por exemplo: Foi identificado o desperdício de espera, ou seja, o cliente final precisa aguardar a chegada das ferramentas que foram para afiação e isso gera parada da linha de produção. Identifique todos os desperdícios que envolvem o processo e sinalize no mapeamento.

Encontrar soluções não é um bicho de sete cabeças

O quarto passo é encontrar soluções para eliminar os desperdícios encontrados. Para o desperdício de espera, por exemplo, a causa raiz pode ser: Falta de comunicação entre o cliente e fornecedor, falta de organização da área de trabalho de maneira que as ferramentas não são encontradas gerando atrasos ou o transporte interno da empresa não garante a chegada das ferramentas em tempo hábil.

Como solucionar uma causa raiz de problema?

Lean-Manufacturing-FerramentariaListe soluções para cada problema. Por exemplo: Estabelecer uma comunicação viável através de cartões Kanban ou FIFO com determinação de prazos, realizar o 5S na área de trabalho para garantir o fácil e rápido acesso a todas as ferramentas de trabalho e realizar um acordo com a logística interna para mudança de rota, aplicando o trabalho padronizado.

Essas ações devem ser listadas e podem ser acompanhadas através de um PDCA, estipulando prazos e mantendo uma rotina de verificação a respeito do andamento das melhorias propostas. Permita que os integrantes da equipe colaborem com as soluções, isso incentiva a implementação.

Tudo pode ser considerado, como revisão de layout para redução de tempo de deslocamento, reestruturação do departamento para melhor distribuição da mão-de-obra, treinamento e capacitação de colaboradores, implementação de Jidoka, Poka-Yoke, Heijunka, instruções de trabalho nos postos e aferição dos dispositivos de medição para garantia da qualidade das ferramentas.

Um importante pilar a ser analisado é o gerenciamento de custos de fabricação, isso deve ser controlado e padronizado para que os projetos não ofereçam prejuízo, então o orçamento de ferramental deve ser realizado com base em dados reais.

Vamos começar?

Não existe exatamente uma receita de médico pronta, que selecione as ferramentas ideais do Lean Manufacturing para cada departamento, elas são muito abrangentes e versáteis, o que permite que sejam aplicadas para diferentes tipos de problemas, afinal cada setor ou empresa tem um potencial de melhoria único, mas um pouco de estudo vai ajudá-lo escolher a solução adequada para cada problema, precisa ser analisada por um especialista, um consultor ou um “médico” que conheça como aplicar e onde funcionará cada solução.

Você também pode utilizar o Mapeamento de Fluxo de Valor para ilustrar o estado futuro, ou seja, qual é a meta depois que todas as ações forem aplicadas, dessa forma fica mais fácil mensurar todos os ganhos obtidos como tempo, pessoas ou recursos financeiros. Lembre-se de atualizar o mapeamento conforme os dados são alterados. O acompanhamento diário é essencial para a realização eficaz de todas as ações.

Lembre-se que na produção ou na ferramentaria a melhoria é contínua, então quando as ações forem implementadas e estiverem funcionando com sucesso, cabe sim refazer a análise e encontrar novos potenciais de melhoria para resultados ainda mais satisfatórios.

Uma máquina Multitarefas CNC têm a capacidade de fresar, tornear, furar e apresentar peças com alta precisão e alta qualidade, além de reduzir significativamente o tempo de setup, executando a usinagem das peças em apenas um ciclo. Chamadas também de máquinas MTM, ou seja, do ingles, Multi Task Machine.

Neste artigo será apresentado algumas das principais dúvidas sobre multitarefas:

  • O que é máquina multitarefa CNC ?
  • Por que comprar um multitarefa?
  • Quais são os 17 benefícios do multi-tarefas CNC?
  • O que é uma máquina Centro-Torneamento ?
  • Qual a diferença entre as máquinas Centro-Torneamento e Multitarefa ?
  • Quais tipos de estruturas as máquina Multi-Tarefas possuem?
  • O que é torno CNC tipo “Gang tool” ?
  • O que é torno de cabeçote móvel ou torno tipo suíço ?
  • O que é Eixo C no Torno CNC ?
  • O que é ferramenta acionada para torno CNC ou centro-torneamento CNC ?
  • O que é Eixo linear Y em multitarefas CNC ou centros de torneamento CNC ?
  • O que é Eixo B nas máquinas Multitarefas CNC ?

 

Então, vamos lá!

Você sabe o que é uma máquina multitarefa ?

Multitarefa é quando você combina vários processos de usinagem, incluindo torneamento, fresamento, furação, rosqueamento e furação profunda, em uma máquina, em vez de ter os mesmos processos manipulados por várias máquinas.

É também a tecnologia de máquina que fornece usinagem completa de peças de configuração única ou processamento de toda a usinagem da matéria-prima à peça acabada.

Além dos incríveis ganhos de produtividade, a tecnologia Multi-Tasking optimizou as usinagens, especialmente as menores, para níveis em que podem facilmente usinar as peças mais complexas do mundo e fazê-lo de maneira econômica.

As configurações das máquinas multitarefas CNC podem conter dois eixos de rotação, várias torres de porta ferramentas com estações de ferramentas rotativas, capacidade de usinar fora do centro do eixo Y (excentricidade), eixos de fresamento com eixo B de inclinação / rotação, mesas rotativas / de inclinação e magazines de ferramentas de corte de grande capacidade.

 

Configuração de multitarefas CNC ou Centro-Torneamento CNC

Por que comprar uma MTM ?

As multitarefas CNC têm a capacidade de fresar, tornear, furar e apresentar peças com alta precisão e alta qualidade, além de reduzir significativamente o tempo de setup, executando a usinagem de quase todas as peças em um ciclo.

A combinação de operações também reduz as imprecisões que podem ocorrer ao mover peças em várias estações de trabalho, além de eliminar o inventário de trabalho em processo (estoque em processo) que, de outra forma, poderia permanecer entre as máquinas-ferramentas independentes.

A combinação de operações também reduz as imprecisões que podem ocorrer ao mover peças em várias estações de trabalho, além de eliminar o inventário de trabalho em processo (estoque em processo) que, de outra forma, poderia permanecer em cada máquina nos diferentes processos da fábrica.

Quais são os 17 benefícios em adquirir uma MTM ?

  1. Reduções significativas nos tempos de produção e nos custos de peças
  2. Maior precisão de usinagem e qualidade geral da peça
  3. Maior capacidade, flexibilidade, produtividade e lucratividade
  4. Fluxo de caixa aprimorado produzindo peças sob demanda just-in-time (JIT)
  5. Benefícios de custo, como custos reduzidos de peças através de menos acessórios, ferramentas e requisitos de mão-de-obra
  6. Maior tempo de corte, mas não custos de mão-de-obra
  7. Carga / descarga automática integrada ao ciclo de usinagem para operação autônoma
  8. Grandes empresas e OEMs alcançam ciclos de pagamento mais curtos, maior produtividade para operações em maior escala
  9. Oficinas de trabalho e contratados obtêm uma estrutura de preços mais lucrativa e vários outros benefícios
  10. Menos dispositivos de fixação, ferramentas, mão de obra e consumo de eletricidade
  11. Economizando espaço na fábrica, fazendo mais com menos
  12. Ganhos em operações autônomas com carregamento / descarregamento automático integrado dentro dos ciclos de usinagem
  13. Atingir estruturas de preços de fabricação mais lucrativas
  14. Maior competitividade geral dos negócios
  15. Projetos de peças otimizados para maior capacidade de fabricação
  16. Maior segurança devido ao menor manuseio de peças pesadas
  17. Pontos de fabricação reduzidos facilitam o monitoramento do uso de ativos

 

Você sabe o que é uma máquina Centro-Torneamento ?

Centro de torneamento possui capacidade multifuncional e multi-eixos. Isso significa que você pode ter um eixo C, eixo Y e ferramentas acionadas na torre ou na gangue para executar não apenas operações de torneamento, mas também de fresamento, furação e rosqueamento com machos.

Qual a diferença entre as máquinas Centro-Torneamento e Multitarefas CNC ?

Máquinas Centro-Torneamento são capazes de operações de peças rotativas (torneamento) e operações de ferramentas de corte rotativas, tais como fresamento e furação cruzada.

A máquina é tipicamente reconhecível como um torno horizontal ou vertical, com eixos para fresar e furar simplesmente disponíveis em algumas ou em todas as posições da ferramenta.

Uma peça que exige uma variedade de operações pode ser usinada em um único setup, principalmente se um sub-spindle (sub-fuso) permitir que a peça seja passada de um spindle para outro durante a usinagem.

As máquinas de tornear/fresar (Centro-Torneamento) introduzidas mais recentemente partem do projeto do torno para algo muito mais parecido com uma máquina híbrida - combinando placas de castanhas e spindles (fusos) de um torno com o poder de fresamento de um centro de usinagem CNC.

O que é torno CNC tipo “Gang tool” ?

É o tipo de máquina com base na tecnologia dos modernos tornos CNC que conta com um porta-ferramentas múltiplo montado sobre a mesa do carro cruzado (X e Z), sendo que as ferramentas de corte ficam posicionadas de forma paralela umas das outras.

Em geral, são utilizadas ferramentas fixas, existindo modelos para a utilização de ferramentas acionadas.torno cnc imagem mostrando o suporte de ferramentas de corte em formato de gangue

Pela sua concepção construtiva, estas mesas porta-ferramentas permitem, no máximo, de 8 a 10 estações porta-ferramenta. Por este motivo, tornos CNC com este conceito se aplicam na usinagem flexível de peças de pequena e média complexidade.

Uma grande vantagem que se destaca neste tipo de construção é o curto tempo “cavaco a cavaco” entre as ferramentas, principalmente quando se compara com os tornos CNC com torres indexáveis.

Por este motivo, os ciclos de trabalho são mais rápidos. Por não ter a possibilidade de se montar uma contra-ponta, estes tornos se aplicam na usinagem de peças de usinagem estável. Como o investimento é menor em relação aos tornos com torre indexável, eles proporcionam uma melhor relação “Custo x Benefício” na usinagem de peças mais simples.

Torno de cabeçote móvel ou do tipo suíço ?

Os modernos tornos CNC de cabeçote móvel são máquinas extremamente precisas e versáteis chegando a ter um elevado número de eixos controlados, além de ter a capacidade de trabalhar com ferramentas acionadas. Com isto, estes verdadeiros centros de torneamento, além de possibilitar a usinagem de peças compridas, permitem também a manufatura de peças curtas de elevada precisão e de geometrias complexas.

O Torno de cabeçote móvel ou torno tipo suíço proporciona uma real economia de tempo e com menos dispositivos de fixação, proporcionando melhores prazos de entrega de peças e outros benefícios.

Cabecote móvel torno suiço CNC

Os centro-torneamento de cabeçote móvel são aplicados, principalmente,

na usinagem de peças longas e de precisão, ou seja, quando a relação comprimento/diâmetro é muito grande, caracterizando uma usinagem instável. Eles, também, são utilizados na usinagem de peças curtas de elevada precisão e/ou de grande complexidade geométrica.

 

 

Por terem sido inventados na Suíça com o objetivo de produzir em série eixos para a indústria relojoeira, eles são internacionalmente conhecidos como tornos tipo suiço. Na Alemanha e na Suíça, eles são denominados “tornos automáticos para peças longas” (Langdrehautomat).

Torno suiço gang estrutura padrão CNCEstes tornos de cabeçote móvel são aplicados exclusivamente para usinagens de peças cilíndricas a partir de barras, que podem ir desde 1mm de diâmetro até 32mm de diâmetro.

Estas máquinas são aplicadas na produção de peças seriadas de precisão para as indústrias automotiva, aeroespacial, telecomunicações, aparelhos de medição de alta precisão, segmento médico como, componentes para equipamentos hospitalares, parafusos ortopédicos e implantes dentários, ou seja, a microusinagem em geral.

O princípio de funcionamento deste tipo de torno automático é o inverso dos tornos automáticos de cabeçote fixo, pois é a peça a ser usinada que se desloca, girando contra as ferramentas de corte. Os tornos automáticos horizontais de cabeçote móvel são aplicados, principalmente, na usinagem de peças delgadas e de precisão, ou seja, quando a relação comprimento/diâmetro é muito grande, caracterizando uma usinagem instável.

O princípio de funcionamento do cabeçote móvel se baseia no movimento da peça a ser usinada contra as ferramentas de corte como segue:

  • O cabeçote móvel sujeita a barra, que gira, através de uma pinça e inicia o movimento de avanço
  • Uma bucha de guia posicionada coaxialmente em relação à pinça do cabeçote móvel serve de apoio para a barra que se encontra girando
  • Um conjunto de carros porta-ferramentas com movimentos radiais e longitudinais está posicionado na frente da bucha de guia
  • Para se realizar os torneamentos externos, a ferramenta de corte fixada no carro porta-ferramenta, que está bem próximo da bucha de guia, posiciona-se no diâmetro a ser usinado. Em seguida, o cabeçote móvel inicia o movimento de avanço longitudinal, gerando o diâmetro desejado da peça, sem problemas de fletir a peça, garantindo uma elevada precisão e um excelente grau de acabamento superficial
  • Após a última operação a última operação, que é a de corte, a pinça do cabeçote móvel se abre e este retorna à posição inicial para começar um novo ciclo.

Os modernos tornos CNC de cabeçote móvel são máquinas extremamente precisas e versáteis chegando a ter um elevado número de eixos controlados, além de ter a capacidade de trabalhar com ferramentas acionadas. Com isto, estes verdadeiros centros de torneamento, além de possibilitar a usinagem de peças delgadas, permitem também a manufatura de peças curtas de elevada precisão e de geometrias complexas.

O que é Eixo C no Torno CNC ?

ferramenta-acionada-eixo-C

 

Eixo C é o dispositivo que permite controlar os movimentos circulares da árvore principal de um torno CNC. Através de funções encontradas no comando da máquina, é possível de se programar paradas da árvore principal, divisões angulares e movimentos de avanço de usinagem. Normalmente chamamos este tipo de uso do Eixo C como usinagem com ferramenta acionada.

Paradas da árvore principal são usadas para realizar as operações com ferramentas acionadas ou para realizar a alimentação da peça de trabalho com a placa de fixação numa posição determinada.

Divisões angulares são necessárias na utilização de ferramentas acionadas para realizar operações como:

  • Furação
  • Fresamento
  • Rosqueamento Transversal
  • Rosqueamento fora da linha de centro da peça
  • Fresamento axial

Quando se programa paradas posicionadas da árvore para realização de usinagens com ferramentas acionadas é necessário utilizar um sistema de freio. O comando numérico permite programar qualquer valor de grau angular, podendo oferecer resolução até segundos de graus.

Movimentos de avanço de usinagem. O eixo C permite a programação de avanços circulares da árvore principal para a realização de operações como:

  • Usinagem de geometrias helicoidais como, por exemplo, um canal de lubrificação de um mancal. Neste caso, ocorre a interpolação do eixo C com o eixo Z (longitudinal) do carro porta-ferramentas.
  • Fresamento poligonal, onde ocorre a interpolação do eixo C com o eixo X (transversal) do carro porta-ferramentas.

Tornos automáticos dotados de eixo C possibilitam usinar peças por completo, eliminando operações posteriores.

O que é ferramenta acionada para torno CNC ou centro-torneamento CNC ?

As ferramentas acionadas permitem operações de fresamento e furação com controle do eixo C necessário no ferramenta-acionada-suportefuso principal. Podem ser realizadas operações de 2 eixos, por exemplo rasgo de chaveta ou furos na linha central. Para fresar bolsões ou furar fora da linha de centro é necessário o eixo Y.

Para operações de furação, é melhor usar porta-ferramentas acionados com refrigeração interna e de alta pressão para propiciar melhor escoamento de cavacos e maior segurança do processo.

O que é Eixo Linear Y em multitarefas ou centros de torneamento CNC ?

Torres porta-ferramentas com Eixo linear Y são utilizados para fabricar peças extremamente complexas podem ser usinadas por completo, hoje em dia, em centros de torneamento ou tornos multitarefa. Os tornos CNC contam, normalmente, com um carro cruzado, onde está montada a torre porta-ferramentas e permite a realização dos movimentos radial X e longitudinal Z.

O eixo linear Y corresponde a um terceiro carro construído, integrado ao carro cruzado, que executa um movimento ortogonal aos eixos X e Z. Com isto, a máquina passa ter um maior grau de liberdade para executar operações como:

  • Fresamentos transversais
  • Furações
  • Rosqueamentos transversais, ambos abaixo ou acima da linha de centro da peça de trabalho, além de outras operações.

Peça usinada por completo:

multitarefas-cnc-eixo-y-fresamento-torneamento

O que é Eixo B nas máquinas Multitarefas CNC?

O eixo circular B, aplicado nessas máquinas, executa movimentos angulares contínuos, possibilitando a execução de furações, rosqueamentos e fresamentos, inclusive no lado posterior da peça, com uma alta capacidade de arranque de cavacos. Atualmente, existem dois conceitos para a aplicação do eixo B em uma máquina multitarefa:

Uso de um revólver porta-ferramenta, que executa os movimentos angulares.

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Uso de uma estação de usinagem, montada num carro cruzado, que vem acompanhada de um magazine de ferramentas e um sistema de troca de ferramentas. Neste conceito, a unidade de usinagem, que opera com uma ferramenta isoladamente, tem uma construção robusta, garantindo elevados esforços de corte. Além do mais, um grande número de ferramentas de corte pode ser montado no magazine.

Qual torno com ferramenta acionada CNC é ideal para você?

Os tornos com ferramenta acionada possuem várias configurações diferentes, e as variações conseguem atender diferente tipos de peças. Estas combinações de eixos permitem sincronizações e movimentos controlados para executar geometrias específicas. Cada fabricante, possui suas estruturas, inclusive com eixos Y Virtuais, ou seja emulados pelos demais eixos.

Como podemos observar nas ilustrações abaixo:

 

Uma solução multitarefas CNC para cada aplicação

Quer você esteja produzindo peças pequenas com tempos de ciclo unitário de componentes menores que um minuto ou grandes e complexos que exigem uma semana inteira de usinagem, há uma solução multitarefas CNC para aumentar sua eficiência, flexibilidade e produtividade.

De fato, com mais de 90 tipos diferentes de configurações para escolher, existe uma seleção de modelos avançados e altamente versáteis de multitarefas no mundo para garantir o menor custo de unitário.

Adaptações e referências de:

http://www.tornoautomatico.com.br/ Engº Alfredo Vergilio Fuentes Ferrari

https://blog.hurco.com/

https://www.sandvik.coromant.com/pt-pt/knowledge/machine-tooling-solutions/machines/pages/turning-centres.aspx

A Engenharia Concorrente ou Simultânea, surgiu com o avanço da sociedade trazendo novas tecnologias e produtos cada vez mais complexos resultando no lead time para desenvolvimento de produtos. Ocorre então o aumento da competitividade empresarial, com produtos lançados cada vez mais rápido, espaços de tempo curto para a grande complexidade de projetos. Então no início dos anos 80, surgiu uma das soluções que foram adotadas por várias empresas, foi o aumento do paralelismo das atividades de desenvolvimento, ou seja, tornar mais próximo possível as atividades realizadas para criação de produtos diferentes. Na maior parte esses processos eram realizados somente nos pós aprovação do novo produto. Essas atividades foram reformuladas para que pudessem ser iniciadas antes mesmo do ciclo que o produto passa antes de ser aprovado.

Foi então em 1982 que a DARPA (Defense Advanced Research Project Agency) iniciou um estudo sobre maneiras de aumentar paralelismo das atividades de desenvolvimento de produtos. Esse trabalho resultou no termo conhecido como Engenharia Simultânea, e a partir desse estudo foram realizados novos estudos que vieram para ajudar no desenvolvimento desse termo e de seus métodos.

DEFINIÇÃO DE ENGENHARIA RECORRENTE

Na publicação do seu estudo, em 1988, a DARPA definiu engenharia simultânea da seguinte forma:

"Engenharia Simultânea é uma abordagem sistemática para o desenvolvimento integrado e paralelo do projeto de um produto e os processos relacionados, incluindo manufatura e suporte. Essa abordagem procura fazer com que as pessoas envolvidas no desenvolvimento considerem, desde o início, todos os elementos do ciclo de vida do produto, da concepção ao descarte, incluindo qualidade, custo, prazos e requisitos dos clientes." (WINNER et al., 1988 apud PRASAD, 1996).

Depois da publicação da DARPA sobre Engenharia simultânea, surgiram diversas outras definições. O que tornou o conceito mais extensivo, incluindo cooperação entre todos os envolvidos no desenvolvimento, incluindo recursos computacionais (CAD; CAE; CAM; CAPP; PDM) e aplicação de metodologias.

Todas as definições estão corretas, porem cada empresa deve pensar no modelo que adéqua melhor a sua situação atual e pensar em qual seus escopos de projeto.

USO DA ENGENHARIA SIMULTÂNEA

A engenharia simultânea ou concorrente pode ser usada para realização de projeto para manufatura (DFM) e de projeto para montagem (DFA). Quando o desejo é realizar a integração do planejamento do processo de produção ao produto, visando reduzir custos e simplificar a fabricação de um componente, peça ou sistema, tem-se então o projeto voltado para a manufatura (DFM).

As regras das diretrizes da DFM, aplicadas ao projeto, estão listadas abaixo:

Os objetivos do projeto voltado para montagem (DFA) são:

COMO AS FERRAMENTAS CAD, CAE, CAM E CAPP AUXILIANDO NA ENGENHARIA SIMULTÂNEA

Sem Engenharia Simultânea:

Com Engenharia Simultânea:

Apenas aplicar as soluções de engenharia não quer dizer necessariamente melhoria no ciclo de desenvolvimento em engenharia simultânea, sem a devida gestão os resultados são apenas aumento de produção nas operações separadas, existe a necessidade de fazer a empresa “conversar” entre setores e etapas da produção. Desta forma não resultando em ganhos significantes, pois o retrabalho e perdas vai continuar existindo, devido a erros de projeto.

A integração dessas ferramentas tecnológicas (CAD, CAE, CAM e CAPP) proporciona a interação entre engenharia e projeto – projeto e processos, respectivamente, facilitando a comunicação entre os membros da equipe de projeto.

As informações são melhores aproveitadas do projeto para a engenharia e para o processo, o que permite realizar a simulação mais rapidamente e definir o processo de acordo com as alterações realizadas nas simulações. O uso desse sistema permite a integração, facilitando modificações pontuais na engenharia, no projeto e no processo, mantendo o trabalho que já foi realizado anteriormente.

A integração feita via features viabiliza a automação ou a semi automação das modificações entre as etapas do ciclo de desenvolvimento. Pacotes de CAE, CAD ou CAPP que possuam sistemas especialistas do tipo DFMA são capazes de fazer contínua avaliação do projeto desde a sua fase de concepção, por meio de mecanismos de avaliação da manufaturabilidade. A automação e a integração, dentro do escopo da engenharia simultânea, resultam em melhores desempenhos individuais nas atividades do ciclo de desenvolvimento e em reduções de tempo e de custo no processo projetivo como um todo.

A ENGENHARIA CONCORRENTE E SIMULTÂNEA

A Engenharia Simultânea é um plano industrial que tem sido utilizada para reduzir o tempo de desenvolvimento de produtos, unir esforços de diversos profissionais com diferentes especialidades, que trabalham em grupos de forma cooperativa, sendo que para sua implantação torna-se necessário o entendimento a fundo das ferramentas que integram a estrutura do desenvolvimento de produto, fazendo com que seu lead time seja sensivelmente reduzido.

As empresas que buscam sobrevivem no mercado atual tem que ser flexíveis para que possam se adaptar as mudanças que estão ocorrendo e assim conseguirem inserir novos produtos no mercado de forma rápida, mas não deixando a qualidade de lado. Para ter sucesso no mercado o seu produto precisa atender as necessidades e expectativas do cliente.

A maior vantagem é competitiva, levando em consideração que com a engenharia simultânea a empresa consegue produzir produtos cada vez melhores, mas também reduzir significativamente o seu tempo de desenvolvimento. Fazer com que todas as etapas da produção interajam entre si é essencial para a empresa ter sucesso e executar com maestria a engenharia concorrente ou simultânea.

O Volumill é uma estratégia de usinagem dinâmica que reduz o tempo de desbaste em até 70%, otimizando o tempo de entrega das peças. Funciona em qualquer centro de usinagem ou fresadora CNC, utilizando as melhores performances de rotação e avanço para a máquina.
volumill peça

Como usar a estratégia de usinagem dinâmica do VoluMill ?

Sem gerar esforços excedentes, mantendo a carga de cavaco constante em toda a usinagem. É possível utilizar a estratégia Volumill nos softwares CAD/CAM CIMATRON e GIBBSCAM e ou como plugin no Siemens NX CAM.
Bem como na versão Volumill Nexion, para empresas que não possuem nenhum dos softwares mencionados. Já que pode ser instalado como uma aplicação isolada para ganhar tempo e produtividade com a usinagem dinâmica.

Qual consegue o menor custo entre Volumill ou Trajetória Adaptativa?

Usinagem Dinâmica = Desbaste Eficiente !

Volumill é uma plataforma independente, tecnologia de estratégia ultra high-performance que trabalha com qualquer sistema CAM. Disponível em 2,5 eixos, 3 eixos e 5 eixos.

É o mais rápido, melhor custo efetivo método de remoção em massa de material para todas as operações de desbaste.

Quer seja fresamento de dentro para fora, de fora para dentro, de cima para baixo ou de baixo para cima, ou seja desbastar a peça completamente em uma única operação, ou usinar estrategicamente características específicas, o VoluMill é a melhor ferramenta para o trabalho.

volumill trajetoria adaptativa custo total

Quais vantagens da produtividade otimizada com usinagem dinâmica do VoluMill?

  • Ganhe de 50% até 80% do tempo de desbaste.
  • Mais peças em menos tempo.
  • Economize até 75% em custos com ferramenta de corte.
  • 2x mais rápido com equipamento CNC existente.
  • Fácil de implementar, basta inserir como uma estratégia de usinagem no sistema CAM.
  • Não precisa de máquina CNC especial.

 

VoluMill está disponível integrado (Cimatron, GibbsCAM), plugin (NX Siemens) ou independente (VoluMill Nexion).

Com milhares de clientes satisfeitos em todo o mundo, um histórico comprovado por salvar milhões de dólares a cada ano para as empresas e parcerias ativas com muitas das principais tecnologias CAM da indústria, VoluMill tornou-se a escolha preferida para grande remoção no desbaste de alta velocidade.

 

Quem é a Celeritive Technologies ?

A Celeritive Technologies, desenvolvedora do VoluMill, é um dos principais inovadores em tecnologia CAD / CAM do mundo, especializada em soluções de caminhos de ferramentas de desempenho ultra-alto para a indústria de transformação. A filosofia orientadora da Celeritive é desenvolver e fornecer soluções econômicas e simples de implementar para a geração de caminhos de ferramentas que permitem que máquinas-ferramentas CNC e ferramentas de corte operem com desempenho máximo. Com tempos de ciclo drasticamente reduzidos, as operações de fabricação se tornam mais rentáveis, flexíveis, competitivas e maximizam o retorno de seus investimentos de capital.

 

Demonstração Usinagem Dinâmica com VoluMill em sua máquina CNC

Interessante né? Se faz sentido para você, converse conosco que vamos te ajudar a aplicar a usinagem dinâmica em seu processo de usinagem CNC.

 

Com sede em Rochester, NY, a Aluminium Injection Mould Company (AIM; Rochester, NY) é pioneira no fornecimento de soluções de produção de alumínio. Para uma ampla variedade de mercados, incluindo máquinas automotivas, médicas, de computação / negócios, telecomunicações e produtos de consumo desde 1985.

"Temos uma vantagem distinta porque construímos moldes de alumínio estritamente", diz Tom Bergman, vice-presidente de Manufatura. "Uma grande parte da indústria ainda não está familiarizada com o alumínio, mas o interesse e demanda estão crescendo devido ao processo único e vantagens de custo do material. ”

Operar em um segmento de nicho do mercado de ferramentas apresenta alguns desafios específicos. Por exemplo, não há bases de molde feitas de alumínio, o que significa que a AIM constrói todos os moldes internamente a partir do zero, incluindo a base do molde.

ventilador-molde-usinagem-acabamento

Os moldes dos ventiladores são desafiadores porque nada é plano. Todos as geometrias de fechamento estão torcendo e curvando com muito poucas referências planas. O Cimatron é muito eficaz em fazer esse tipo de trabalho de fechamento no projeto do molde.

Para compensar a falta de bases de molde prontas, a AIM criou sua própria biblioteca de bases de molde comuns projetadas em Cimatron. “No passado, costumávamos criar todos os moldes a partir do zero. Com o Cimatron, quando conseguimos um novo emprego, podemos expandir ou reduzir o tamanho da base do molde com apenas alguns cliques. Isso nos permite criar uma nova base de molde muito rapidamente e ainda personalizá-la para o trabalho específico ”, explica Bergman. “E mesmo que a base do molde seja de tamanho personalizado, temos toda a flexibilidade de utilizar componentes da biblioteca Cimatron disponível para nós.”

Uma abordagem diferente de moldagem

O que faz com que o AIM se destaque ainda mais é a abordagem do projeto do molde de injeção de alumínio à fabricação de moldes. É uma mistura única de artesanato antigo com a nova eficiência mundial.

Ao contrário da maioria das empresas que têm pessoas diferentes atribuídas a cada tarefa, a AIM designa um profissional de moldes para lidar com um único projeto do início ao fim.

“Em vez de uma pessoa fazer o projeto e depois entregá-la a outra pessoa que não esteja familiarizada com o mesmo, faremos com que a mesma pessoa faça o projeto do molde e depois usine o molde até a conclusão”, diz Bergman.

O mesmo funcionário que construiu o molde sai e faz a amostra no molde na máquina de moldagem. “Desta forma, cada funcionário tem uma compreensão completa do que está construindo. Isso lhes dá uma perspectiva única que lhes permite otimizar o projeto e simplificá-lo para produção. ”

Esse conhecimento multidisciplinar que os funcionários da AIM possuem é extremamente valioso para os clientes da AIM, como Bergman explica:“ Nós olhamos para o arquivo CAD do cliente e podemos dize-los onde eles podem ter algum problema na fase de moldagem, apontando para coisas como a espessura da parede ou onde eles podem não ter suficientemente projetado.

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A própria lâmina do ventilador pode ter o formato desejado. Mas a área central à qual a lâmina está conectada pode não ter nenhum angulo de saída. Com outros softwares, você está preso, mas a AIM tem a capacidade de trabalhar com um arquivo que não é 100 por cento exato utilizando o Cimatron.

No entanto, essa abordagem exclusiva requer um conjunto de habilidades especiais que nem sempre é fácil de encontrar. “É um pouco mais difícil encontrar pessoas que atendam a esses requisitos porque estamos procurando pessoas que possam realizar várias tarefas e assumir a propriedade de um projeto inteiro”, concorda Bergman.

Agilizando o processo com a tecnologia padronizada

AIM selecionou cuidadosamente seus fornecedores de tecnologia para apoiar sua filosofia simplificada. Assim como a Southwest Airlines tem apenas um tipo de aeronave, a AIM padronizou um único tipo de máquina CNC e um único tipo de equipamento de moldagem.

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Os arquivos geralmente são desenhados para que o angulo de saída precisem ser adicionado a certas partes da geometria.

Ele também padronizou um único software CAD / CAM. “O Cimatron é ótima para nossa abordagem porque nunca precisamos sair do software. Nós o usamos desde o início no processo de cotação. Quando recebemos o arquivo do cliente, a Cimatron é ótima para visualizar e analisar a peça ”, diz Bergman.

De acordo com Bergman, o Cimatron é extremamente útil na fase de projeto, compensando a falta de detalhes no design da peça que o AIM está experimentando normalmente.

“O Cimatron é perfeito para o nosso setor porque estamos sempre trabalhando com o modelo CAD de outra pessoa. Mais frequentemente, os modelos CAD que recebemos de nossos clientes não são completos e prontos para o projeto de moldes."

“Por exemplo, eles podem vir com superfícies faltando ou podem não ter angulo de saída ou determinados raios. É aí que o Cimatroné muito poderoso porque podemos usar um modelo CAD incompleto para começar a trabalhar com ele imediatamente. Em vez de perder tempo voltando ao cliente para que ele conserte o arquivo. ”

Bergman explica que, quando chega a hora de construir o molde, a mesma pessoa apenas muda para o modo de usinagem, e o projeto flui naturalmente para a usinagem.

"Não há tempo perdido em trazer mais pessoas, explicar o projeto, exportar o arquivo para outro software ... tudo é feito do início ao fim em Cimatron".

AIM faz um monte de usinagem desacompanhada, Bergman observa: "Os caminhos da ferramenta gerados pela Cimatron são tão robustos e livres de erros que temos total confiança de que a máquina CNC não vai tomar alguns movimentos ruins e danificar a peça de trabalho ou ter ferramentas quebrando".

Entrega rápida de moldes de alumínio complexos

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Quando é hora de construir o molde, o usuário simplesmente muda para o modo de usinagem, e o projeto flui naturalmente para a usinagem.

Com sua abordagem simplificada, a AIM é capaz de fornecer moldes de alumínio personalizados de alta qualidade em semanas, em vez de meses, mesmo sem depender de bases de molde já prontas.

A AIM também conquistou a reputação de lidar com peças complexas, tornando-se o fabricante de moldes preferido dos ventiladores de refrigeração para muitas das marcas automotivas. “Esses moldes são particularmente desafiadores porque não há nada plano”, explica Bergman. “Todas as interrupções que precisam ser criadas tendem a ser curvas e curvas de geometrias com poucas referências planas. Descobrimos que a Cimatron tem sido muito eficaz em fazer esse tipo de trabalho de fechamento no projeto do molde ”.

“Além disso, esses arquivos geralmente são desenhados, então precisamos adicionar ângulos de saída a certas partes da geometria”, acrescenta Bergman. “A própria lâmina do ventilador pode ter o formato desejado, mas a área central à qual a lâmina está presa pode não ter nenhuma saída. Com outro software você estaria preso, mas temos a capacidade de trabalhar com um arquivo que não é necessariamente 100 por cento exato. Não conheço nenhum outro software em que você tenha a capacidade de fazer isso, e nossos clientes realmente apreciam isso. ”

Usar um CAD-CAM correto para este fabricante de moldes de sopro, o software correto proporcionou economia de tempo, ganhos de produtividade e comunicação otimizada com o cliente.

A Sable Engineering de Port Huron, de Michigan, começou em 1999 no campo da medicina quando um ortopedista pediu ao proprietário Andreas Batz, para comprar o equipamento certo e produzir sua própria linha de dispositivos médicos.

Com o tempo, a demanda do mercado empurrou a Sable Engineering para a indústria automotiva.

Os primeiros trabalhos envolveram o uso de CMM e dados de fluxo de moldes para fazer a reversão e a engenharia reversa de 30 a 40% de peças para vidro.

Hoje, a maioria dos trabalhos desta empresa com certificação ISO 9001: 2008 é focada em protótipos e produção de moldes de sopro, fixação e projeto de produtos.

Com esta transição para a indústria automotiva vieram novos desafios. Os projetos tornaram-se mais complexos e os trabalhos de montagem mais frequentes.

O software que a Sable Engineering estava usando não estava à altura da tarefa.

“Um dos meus melhores clientes me aconselhou a obter um software que pudesse lidar melhor com grandes montagens”, diz Batz. “Foi quando percebi que precisava do Cimatron.”

Fazendo trabalhos complexos mais Fácil

Trabalhando longas horas para fazer o trabalho e entregar exatamente o que foi prometido ajudou a empresa a construir uma base de clientes fiéis de fornecedores automotivos.

De acordo com Batz, antes de a Sable Engineering começar a usar o Cimatron, muito tempo foi gasto em trabalho de projeto intensivo.

Incluindo redesenho de componentes padrão no software CAD 3D anterior da empresa, que resultou em projetos demorados e margens de lucro corroídas.

“Mudar para a Cimatron foi rápido e fácil para os meus projetistas”, diz Batz.
“O software dá ao projetista um grande nível de liberdade para ir e voltar entre sólidos e superfícies, facilitando trabalhos complexos.

Quando precisamos de ajuda, a equipe da Cimatron tem sido extremamente receptiva e seu conhecimento de ferramentas é inigualável ”.

De acordo com Batz, a Sable Engineering agora pode economizar muito tempo usando peças e montagens de catálogos e, com apenas alguns cliques no final do projeto, pode gerar a lista completa de materiais (B.O.M.) .

“No geral, podemos agora fazer as coisas cinco vezes mais rápido em comparação com o que fizemos antes de usar o Cimatron”, diz Batz.

Ganhando mais negócios

Batz percebe valor em sua compra do software Cimatron todos os dias. “Completar projetos de moldes complexos mais rapidamente sem diminuir nossas margens é algo que não teríamos conseguido se não fosse pela Cimatron”, diz ele.

Assim, Cimatron permite que vários projetistas trabalhem em um projeto, acelerando drasticamente o tempo de entrega. Além disso, Batz diz que quase todos os componentes que os projetistas adicionam ao trabalho geram seu próprio alojamento.

E o Cimatron cria o furo/rosca e depois o atualiza automaticamente se esse componente for movido.

Portanto economia de tempo e ganhos de produtividade não são os únicos benefícios do software que Batz e sua equipe valorizam; é também a comunicação e colaboração otimizadas com o cliente. Batz considera esses recursos especialmente úteis ao lidar com alterações de projeto e engenharia.

Lidar com modificações de forma rápida e eficaz é fundamental para manter os projetos dentro do prazo e do orçamento”, diz ele.
“A maioria dos nossos clientes usa o Cimatron, o que torna a comunicação e as mudanças muito mais simples. Se o cliente precisar modificar algo rapidamente, ele poderá fazê-lo de maneira perfeita. Independentemente de quem faz as alterações, esse software nos permite implementá-las sem problemas, porque tudo é associativo ”.

Assumir mais

Concluindo, o trabalho adicional foi outro benefício da mudança da Sable Engineering para a Cimatron.

“Recentemente, recebemos um trabalho terceirizado de uma grande empresa de estampagem progressiva, que não está usando a Cimatron e precisava de assistência com o trabalho em superfícies“, diz Batz.

“Embora os projetos estivessem corretos, o software que eles estavam usando criou superfícies ruins, mesmo depois de passar mais de 45 horas trabalhando na peça.

Com o Cimatron, conseguimos ajudá-los a realizar o trabalho em questão de horas. Eles foram capazes de entregar o projeto no prazo e, mais importante, para a completa satisfação do cliente. ”

Gerente Industrial de Produção, Usinagem ou de Ferramentaria: O que faz, quanto ganha, como contratar e mais

Neste artigo vamos explorar sobre a profissão de Gerente Industrial de Produção, de Usinagem ou de Ferramentaria.

Este é um dos maiores postos de trabalho dentro de uma Indústria, pois tem grandes responsabilidades. Em contrapartida, é uma função que possui um dos maiores salários do setor industrial em média. Coordena as pessoas e os recursos visando aumento da qualidade e produtividade. Também melhora na segurança e meio ambiente. Incentiva e motiva colaboradores, desenvolve formas de melhoria contínua para otimizar processos e reduzir desperdício de recursos. Sendo seu objetivo a produção com alta qualidade atendendo as necessidades dos clientes internos e externo.

São diversos os setores da indústria que o Gerente Industrial atua, dessa forma, quanto mais ele se especializa mais chances tem de se manter ativo no mercado brasileiro atual.

O QUE FAZ UM GERENTE INDUSTRIAL?

Um Gerente Industrial de Produção, de Usinagem ou de Ferramentaria gerencia o plano de produção.

Ele examina e divide as ordens de produção (conhecidas como OP’s), conforme os maquinários e as datas que estão a disposição, a fim de reduzir os tempos de Setup com o ajuste de itens que usam a mesma bitola.

Dessa forma, pode indicar as prioridades e ficando a par do abastecimento de ferramental e insumos para potencializar o processo produtivo, levando a redução do lead-time.

Manter ativa sua participação quanto aos níveis de entrega do faturamento.

Usa reuniões periódicas para acompanhar o desenvolvimento de itens com maior criticidade, acompanhando se a meta de faturamento está sendo encaminhada pela produção.

Ligado ao objetivo de aumentar performance de faturamento nas entregas.

Entender do gerenciamento de pessoas, pois fica responsável pelo controle de férias e salários, acompanhamento do desenvolvimento dos colaboradores sob sua responsabilidade, manter os empregados motivados ao trabalho estando de acordo com as legislações vigentes.

Gerenciar as contas da planta fabril que é responsável, usando da análise de indicadores do setor financeiro, usar planos de ação para evitar desperdícios e aumentar a competitividade no mercado, consequentemente elevando o lucro.

Administrar equipamentos e maquinários, com auxílio de indicadores de desempenho.

Buscar aplicar melhorias para aumentar a eficiência do equipamento.

Aplicar ferramentas de gestão e qualidade no ambiente de trabalho, como: VSM, 5S, Setup Rápido, Fluxo contínuo, Mudança de layout, e demais formas que surgem e se mostram eficientes em seus propósitos.

COMO SE TORNAR UM GERENTE INDUSTRIAL

Para se tornar um Gerente Industrial de Produção, de Usinagem ou de Ferramentaria não é um caminho muito simples de seguir, pois se trata de um dos cargos mais altos dentro das empresas. Chegar a este posto exige formação em curso superior e pós-graduação.

Além disso é necessário, no mínimo, 9 anos de experiência nos cargos abaixo, como Desenhista Projetista, Mecânico de Manutenção, Programador de CAD/CAM, Ferramenteiro de Moldes, Projetista de Moldes, Orçamentista entre outros), além de conhecer mais de um de todos estes setores que podem existir dentro de uma empresa.

Para entender este caminho, foram separados 6 passos de como conseguir ser um bom Gerente Industrial de Produção, de Usinagem ou de Ferramentaria. São eles:

1. Ter experiência em vários setores produtivos

Para alcançar um dos maiores cargos da indústria é essencial ter vasto conhecimento prático produtivo.

Ou seja, ele deve entender desenhos técnicos, saber como funcionam as manutenções das máquinas e a sua importância, conhecer sobre os setups da produção, saber usar softwares CAD/CAM para auxílio da produção e uma das partes mais necessárias é saber lidar com os profissionais de todos os setores que irá gerir.

2. Fazer curso técnico e posteriormente graduação

Para chegar a este posto é necessário ter curso superior.

Apesar de existirem muitos Gerentes Industriais apenas com curso técnico, o mercado tem se tornado mais exigente a cada dia.

Cursos técnicos de mecânica, ferramentaria ou demais áreas industriais oferece excelente conteúdo e insere o profissional na indústria para que comece a trilhar o caminho para se tornar gerente, conseguindo acumular a experiência necessária no “chão de fábrica”.

Após esta etapa é interessante realizar a graduação em alguma engenharia voltada a indústria (mecânica, produção, elétrica, automação, mecatrônica e demais) para que possa ganhar visibilidade dentro da empresa.

3. Aprenda sobre o funcionamento de todos os setores da indústria

Para ser um bom Gerente Industrial, o mínimo que se espera é que ele entenda todos os setores que existem no meio do processo produtivo, desde o setor de manutenção à ferramentaria e operadores de máquinas.

Isso te dará vantagem competitiva pelo cargo e trará melhores experiências, auxiliando nas tomadas de decisões, quando necessário.

4. Aprenda sobre gestão empresarial, gestão de pessoas e liderança

Esses pontos trarão para você crescimento pessoal e maior assertividade quando for necessário tomar decisões difíceis. Saber resolver conflitos entre colaboradores, mostrar-se solidário e presente como líder. Criar um ambiente de trabalho com bom relacionamento entre os empregados e líderes traz melhores resultados produtivos.

5. Converse com todos os setores

Ter um bom relacionamento com todos os setores da empresa (administrativo, recursos humanos, engenharia, projetos, compras, suprimentos, terceiros, entre outros) procurando facilidade na hora de conversas e melhorando o relacionamento entre todas as partes.

Um grande desafio para o Gerente Industrial, mas que quando bem executado oferece agilidade para aquisição de insumos, pessoas e máquinas.

QUANTO GANHA UM GERENTE INDUSTRIAL?

O profissional que atua como Gerente Industrial de Produção, de Usinagem ou de Ferramentaria tem em média um salário de R$ 5.246,07 no mercado de trabalho brasileiro, com uma jornada de trabalho de 44 horas semanais.

Com um piso salarial médio de R$ 3.852,51 (em 2019), e o teto salarial médio de R$ 8.200,04.

Levando em consideração apenas os profissionais em regime CLT com carteira de trabalho assinada.

A idade média destes profissionais é de 37 anos, com ensino superior completo e do sexo masculino. Trabalham cerca de 44 horas semanais.

Essa classe profissional também é dividida em Gerente Industrial Junior, Pleno e Sênior. Para se alcançar essas classes é necessário:

  • Junior: até 4 anos de experiência com salários de até R$ 4.851,42
  • Pleno: de 4 a 6 anos de experiência com salários que podem alcançar até R$ 6.152,77
  • Sênior: 7 anos ou mais de experiência com salários que superam R$ 8.390,71

QUAIS EMPRESAS POSSO TRABALHAR COMO GERENTE INDUSTRIAL?

Saber os locais que pode buscar trabalho e as tendências de mercado leva o profissional a entender melhor os nichos que procura para se estabilizar, criando especialização nas áreas que tem interesse.

São vários setores da indústria que necessitam de Gerente Industrial de Produção, de Usinagem ou de Ferramentaria.

Grandes empresas precisam constantemente de tais profissionais para gerenciar as plantas fabris, bem como, aperfeiçoar e melhorar as ordens de produção.

Indústrias como Bunge, Eurofarma, Adhetech, Supremo Cimento, JBS, Delta Frio, Venosan Brasil, Cavenaghi, FMB Estruturas Metálicas, Seara, Duratex, Continental Automotive, Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Cassol Pré-Fabricados, Embraco, Instrumentação Industrial Digitro, Demuth Machines, Allianz, Alstom Brasil, Tigre, Dudalina, Marfrig, Tower Automotive, entre outros.

COMO CONTRATAR UM GERENTE INDUSTRIAL

Contratar um profissional dessa importância para a empresa não é uma tarefa simples, pois colocar alguém novo na empresa para coordenar todo o processo produtivo não soa como a melhor das escolhas.

Por isso que muitas indústrias optam por promover alguém do seu quadro de funcionários que tenha se destacado e já tenha o conhecimento necessário do funcionamento da empresa.

Claro que ainda existem as que optam por contratar pessoas já experientes no cargo e escolhem fazer uma seleção externa.

Para contratar um profissional desta área existem várias formas, porém iremos citar as 2 principais.

1. Contratar uma empresa de Recursos Humanos

Um caminho muito comum para se contratar profissionais de várias áreas, e para desenhistas projetistas de ferramental não seria diferente.

Neste caso é interessante saber se a empresa contratada tem um bom banco de dados dos currículos de profissionais desta área.

 

2. Usar sites de empregos

Atualmente é um meio muito usado pela facilidade oferecida da forma de contrato desses sites.

Possuem valores baixos para utilizar os serviços dos mesmos, contendo assim um ótimo custo x benefício para médias e pequenas empresas.

Principalmente aquelas que geralmente não possuem um setor de RH que consiga fazer a gestão dos funcionários e a coleta de currículos.

Uma vez que quando são usados sites, a maioria deles só faz a coleta dos currículos e encaminha para a empresa fazer a seleção.

Quando se contrata uma empresa de RH, é feita uma pré-seleção e os candidatos com o perfil que mais se encaixam a vaga são encaminhados para uma entrevista.

GERENTE INDUSTRIAL DE PRODUÇÃO, DE USINAGEM OU DE FERRAMENTARIA

A parte Gerencial da Indústria é um cargo muito cobiçado. Por outro lado, exige muita atenção a detalhes e domínio de várias áreas da indústria.

Saber resolver conflitos, ser capaz de definir a ordem de produção. Alinhar junto da manutenção os dias de parada dos maquinários CNC.

Gerir o “chão de fábrica” buscando aumentar o lucro através de boas práticas. Reuniões diárias e/ou semanais para serem repassados os índices de produção e da qualidade dos produtos.

Saber sobre paradas inesperadas, buscando ordenar as informações da produção.

Você está pensando adquirir uma nova máquina CNC, mas esta cheio de dúvidas sobre qual comprar?

Esse é o cenário de diversos empresários e empreendedores.

Diante de uma diversidade de modelos, com diversas aplicações, sempre surge as dúvidas de qual trabalhará melhor, de qual tem o melhor custo beneficio, e em qual não vai ser um desperdício de dinheiro.

Pensando nisso, fiz esse post para você saber tudo o que precisa antes de comprar uma máquina CNC.

O que é uma máquina CNC?

Uma máquina CNC é uma máquina que trabalha através de comando numérico computadorizado(CNC), que é uma "folha de códigos".

O CNC é definido por um programador, cuja função é determinar quais os movimentos a sua máquina deve realizar.

O programador de máquina CNC escreve os códigos se baseando no desenho da peça feito pelos engenheiros.

Assim, ele define quais os melhores caminhos a serem seguidos pela máquina, sempre buscando otimizar o tempo de usinagem.

A história

As primeiras máquinas NC foram criadas na década de 50 e trabalhavam seguindo códigos de cartões perfurados.

Já nessa época, o conceito de controlar máquinas "automaticamente" já se mostrava ser eficiente e capaz de otimizar os processos, reduzindo o tempo e custo de operações.

Porém, os fabricantes de máquinas não deram a devida atenção na época.

A popularidade dessas máquinas se deu apenas quando o exército dos Estados Unidos comprou 120 máquinas NC e as alugou para diversas empresas, para que elas se familiarizassem com a nova tecnologia, e, graças a isso, na segunda metade da década de 50, o NC começou a emplacar nas empresas.

Mas, mesmo com toda a popularidade alcançada, ainda havia alguns problemas que só foram se resolver na década seguinte, como por exemplo, o código G, que surgiu na década de 60, e os primeiros programas CAD.

Tipos de máquina CNC

Há diversos tipos de máquinas CNC no mercado, e muitas vezes ficamos em dúvida na hora de fazer um investimento desses.

Afinal, são muitas características, muitas aplicações, muitas marcas.

Eu vou listar para você os modelos que existem hoje no mercado e falar brevemente sobre cada, para que assim você possa analisar qual se adéqua mais a sua necessidade

Torno CNC

Os tornos CNC são máquinas CNC que possuem 2 eixos(X, Z), a ferramenta de corte é fixa, e a peça gira em torno de seu próprio eixo.

Sendo assim, o torno CNC é recomendável quando a peça é cilíndrica, não muito complexa e necessita de um ótimo acabamento.

Torno CNC

Centro de Torneamento CNC

Centros de torneamento são máquinas CNC que possuem 2 eixos, assim como os tornos CNC, porém, possuem ferramenta de corte acionada, o que permite fazer trabalhos que exigem mais complexidade.

Logo, são ideais para trabalhos cilíndricos que precisam de furos facetados ou rasgos laterais.

E, por ter ferramenta acionada, o ganho de tempo de usinagem é extremamente otimizado, o que o torna ótimo para produção seriada.

Torno suíço CNC ou MTM (Multi Task Machine)

O torno suíço é um tipo de máquina que pode desempenhar diversas funções ao mesmo tempo.

Geralmente possui mais de uma torre de ferramentas, cabeçote móvel e ferramenta acionada.

Permitindo assim, uma usinagem com um alto teor de complexabilidade e rápida velocidade.

Por possuir mais de uma torre de ferramentas, reduz drasticamente o tempo de usinagem.

Logo, é recomendável para peças seriadas muito complexas.

Torno Suíço

Fresadora CNC

Fresadoras CNC são máquinas equipadas com fresas equipadas com ferramentas de corte que permitem cortar, desbastar, entalhar ou perfurar diversos tipos de materiais em 2,5 eixo

Os eixos X e Y se posicionam para que o eixo Z inicie o desbaste.

Poderosa máquina de furação e desbaste, é indicada para desbastar grande quantidade de material e fazer gravações.

Fresa CNC

Centro de usinagem CNC 3 eixos

Muito parecido com a fresadora, o centro de usinagem 3 eixos, podemos dizer que, é uma fresadora plus.

Uma fresadora, como disse anteriormente, possui 2,5 eixos, o que limita um pouco sua velocidade de usinagem devido ao eixo Z não trabalhar simultaneamente com os eixos X e Y.

Já no centro de usinagem, os eixos podem trabalhar simultaneamente.

Ou seja, o eixo Z pode entrar na vertical enquanto a mesa se movimenta.

A facilidade de utilizar 3 eixos simultaneamente nos da a liberdade para trabalhar de forma mais dinâmica e otimizada, reduz o tempo de usinagem consideravelmente se comparado a uma fresadora.

Assim sendo, é indicado para usinagem de peças de complexidade mediana que necessitam de um grande desbaste. Ideal para fabricação de ferramental (moldes, matrizes, dispositivos, peças de manutenção).

Centro de usinagem CNC 4 eixos

O centro de usinagem possui os 3 eixos de um centro de usinagem normal(X, Y e Z) e possui, também, um eixo rotacional.

Podemos dizer que um centro de usinagem com 4 eixos é a fusão entre um centro de usinagem com um torno CNC.

Afinal, o quarto eixo pode ser usado tanto para tornear a peça como para posiciona-la para fresagem.

Dessa forma, o centro de usinagem 4 eixos é recomendável para peças com complexidade alta e que necessitam de muito acabamento.

Muito recomendável para usinagem de peças helicoidais.

Pois, com a função de rotação do quarto eixo, é possível usinar esse tipo de peça de maneira simples e otimizada.

Centro de usinagem CNC 5 eixos

O centro de usinagem com 5 eixos é muito parecido com o anterior.

Também possui um eixo rotacional que pode exercer a função de torno.

Mas, diferentemente do 4 eixos, neste há um segundo eixo rotacional.

Geralmente, um eixo rotacional controla a peça e o segundo faz a rotação do suporte de ferramenta ou da mesa

Então, um centro de usinagem 5 eixos é recomendável para peças com complexidade de detalhes muito alta.

Muito usado para fabricação de hélices de todos os tamanhos e complexidades

E também, na usinagem de rotores de turbina.

Centro de usinagem 5 eixos

Eletroerosão ou Corte a Fio EDM (Electrical Discharge Machining)

Na usinagem a fio, é usado um eletrodo na espessura de uma agulha ou menor, que usina por um caminho previamente determinado pelo programador.

O método de corte a fio pode ser utilizado para cortar qualquer material que seja condutor de eletricidade.

É uma estratégia vantajosa para diminuir custos e, também, reduzir rebarbas.

Sendo assim, é recomendável para usinagem de peças que possuem grau de fragilidade.

Muito usado para usinar moldes e matrizes com um custo menor

Corte a fio EDM

 

Afina, qual máquina CNC eu devo comprar?

Não há uma resposta direta e correta para essa pergunta, cada caso é um caso.

O investimento em uma máquina CNC é elevado.

Então, leve em consideração a possibilidade de ter um software CAM que otimize sua máquina CNC atual, sem a necessidade de investir em uma nova, com um valor muito mais acessível e ganhos de mais de 50% do tempo de usinagem atual.

Portanto, você deve ter plena convicção da sua necessidade, para que assim, o seu dinheiro seja bem aplicado,

Você deve analisar o tipo de peça que você usina, a demanda dos seus clientes, o seu objetivo, etc.

Pois, se você fabrica peças simples, como um cano, por exemplo, o investimento em um centro de usinagem será um desperdício, assim como, se você fabrica turbinas para avião, o investimento mais assertivo é um centro de usinagem 5 eixos.

Concluindo, analise tudo muito bem antes de adquirir uma nova máquina CNC, para que assim, não haja surpresas e sua produção fique, de fato, otimizada.

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Microusinagem: Equipamentos cada vez menores e mais leves

A microusinagem possibilita a construção de moldes de tamanhos na ordem de 2 ou 3 milímetros.

Geralmente usados na fabricação de peças de 1 milímetro, exigem máquinas, ferramentas e ligas especiais, além de profissionais altamente qualificados.microusinagem microusinagem

Com isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) estão em alerta sobre as oportunidades surgidas para aumentar as atividades exercidas pelas ferramentarias.

Mais especificamente para a produção de micromoldes.

Dessa forma, a proposta de ambas é ampliar os serviços que podem ser prestados e introduzir inovação para a indústria.

Micromoldes

Equipamentos cada vez menores e mais leves trazem vantagens competitivas para setores como eletroeletrônica e medicina.

A produção dessas peças exige uma sofisticação na produção de seus componentes, também minúsculos e que são fabricados a partir de micro moldes.

Com isso, a microusinagem se transforma em um potencial campo de atuação para o setor de ferramentarias.

E para aumentar o leque de serviços, com a introdução de micro-moldes na oferta de pedidos, o SENAI-SC e a FIESC também estão preocupados em transmitir informações sobre as máquinas-ferramenta que realizam esse processo, sobre ferramentas de corte dedicadas e matérias-primas específicas para esse tipo de peça.

Sem falar de toda a tecnologia envolvida na microusinagem, que ainda é novidade para muitas prestadoras de serviços.

Antes de induzir a criação dessa atividade alternativa, o SENAI realizou estudo de mercado para analisar as condições atuais da indústria da região e as tendências em tecnologia.

Segundo a diretora da unidade de Joinville, Hildegarde Schlupp, a produção metalmecânica do Estado ainda está muito focada no setor automobilístico, mas com os micromoldes será possível estender o atendimento para as áreas de telecomunicações, médica e eletroeletrônica, entre outros potenciais.

Máquinas Especiais Desenvolvidas para microusinagem

De acordo com o diretor regional do SENAI-SC, Sérgio Roberto Arruda, ainda não há pedidos para a usinagem de micromoldes na região.

Porém, mesmo sem pedidos ainda, ele julga que essa será uma grande aposta.

Por isso, foi adquirida máquina-ferramenta com cinco eixos de movimentação e precisão na ordem de 30mm, para operações de microfresamento, da Kern Microtechnik.

De acordo com Arruda "Ela será capaz de fazer um furo em um fio de cabelo”

O SENAI CIMATEC da Bahia também investiu na aquisição de uma máquina idêntica, alemã, avaliada em cerca de R$ 2,5 milhões.

Com isso, a aquisição permitirá que a escola trabalhe juntamente com a empresa para o desenvolvimento dessa capacitação.

Porém, de acordo com Hildegarde, o SENAI não prestará nenhum tipo de serviço que possa competir com a indústria.

Porque, a ideia é atuar com inovação e pesquisa aplicada, dar todo apoio na questão da metrologia e direcionar e estimular as empresas a se tornarem mais competitivas.microusinagem KERN

O SENAI-SC está aberto para discutir de forma colaborativa os projetos de confecção de micromoldes.

O SENAI-SC criou recentemente parcerias com o Instituto Fraunhofer da Alemanha e com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Com isso, o objetivo é capacitar o SENAI para disseminar o conhecimento a todas ferramentarias da região.

Ou seja, realizar uma ação conjunta entre profissionais envolvidos deverá induzir o surgimento de um novo segmento produtivo.

Para o pesquisador do Departamento de Tecnologia de Processos do Instituto Fraunhofer de Tecnologia da Produção (IPT), Benedikt Gellissen, parceiro do SENAI no desenvolvimento desse projeto de ampliação dos serviços de ferramentaria na região, toda a cadeia de produção precisa ser repensada.

“Não é apenas diminuir o tamanho do molde, mas sim mudar tudo o que está envolvido no processo. Inclusive, pensar em como fazer o controle dimensional das micropeças”.

Segundo o pesquisador, geralmente os sistemas de medição para toda a superfície do micromolde apresentam soluções ópticas.

Ou seja, não há contato com a peça.

A realização da microusinagem envolve processos de fresamento, torneamento e eletroerosão.

Ainda se aplica a esse quadro de fabricação a usinagem a laser.

Porém, de acordo com o Dr.-Ing. Kristian Arntz, esta tecnologia ainda demora para ser introduzida nas ferramentarias, por uma questão de adaptação.

microusinagem

 

Mercado da Micro Tecnologia

Gellissen lista como usuários potenciais de micro moldes os fabricantes de sensores, elementos ópticos, acessórios usados na biotecnologia e microchips.

Ambos os pesquisadores do Instituto Fraunhofer apresentaram ao SENAI diferentes tipos de micro moldes que poderão, em um futuro próximo, também serem confeccionados pelas ferramentarias catarinenses.

Um dos exemplos citados é para a produção de uma bomba de fluxo de sangue utilizada para o tratamento de doenças do coração.

O programa também pretende estimular a criação de produtos inovadores e ampliar os valores de exportação.

Sendo assim, a proposta é produzir mais tecnologia, aumentar o número de patentes e agregar valor aos produtos exportados.

A indução do desenvolvimento tecnológico é uma ação que integra o Programa SENAI Mais Competitividade.

A ação, também prevê a implantação de centros de referência focados nas vocações industriais de cada região do Estado.

Microusinagem ferramenta

Materiais sobre Microusinagem

Confira a palestra do Mr. Benedikt Gelissen do Instituto Fraunhofer sobre Fabricação de moldes por micro usinagem

Também, confia a seguir sobre Micro Usinagem com Cimatron

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micro usinagem fraunhofer

Fonte: www.sc.senai.br e http://www.cimatron.com/NA/pressreleases.aspx?FolderID=912&docID=2771

Fundada em 1988, por Antônio Giacometto, a APG Indústria e Comércio de Peças iniciou suas atividades em uma pequena sala apenas utilizando um torno mecânico e em 1989 seu irmão Pedro Giacometto entrou como sócio no negócio.

Focando em resultados, a APG Ferramentaria vêm expandindo suas capacidades e sofisticando sua produção dia após dia.
Atuando no segmento de usinagem, ferramentaria e estamparia, a APG vêm se destacando pela qualidade de seus produtos, contando com um parque fabril com mais de 10.000 m² de área produtiva equipado com alta tecnologia e, assim, permitindo a fabricação de ferramentais de pequeno, médio e grande porte.

Principais Desafios:

- Comprava toda a programação e modelamento, resultando em muitos retrabalhos;

- Competir com o preço dos chineses e coreanos (o maior desafio dos brasileiros);

- Fazer orçamentos rápidos.

Soluções:

- Visualizador e Cimatron NC para preparação de peças e programação CAM;

- Módulo Die Quote e Die Design para o pré-projeto, análise e orçamento de ferramental;

Menos tryouts

Website: http://apg.ind.br/usinagem

Com a Implementação do Cimatron em 2014, a APG obteve melhorias:

- Redução do tempo de usinagem CNC, máquinas “pulam menos” com o Cimatron.

- Funcionários satisfeitos com o software;

- Redução dos tempos de ajustes e retrabalhos, conseguindo assim menos tryouts.

Quando perguntado ao Lineu Vaz , Coordenador de Projetos e Programação CAM, qual era a opinião dele sobre o Cimatron, a resposta foi simplesmente...

"Nota 10!"

"A questão de melhoria existe a cada dia, mas o Cimatron é uma ferramenta aberta, ele já é uma ferramenta completa. E as opiniões que nós costumamos dar, são implementadas. Tanto é que nós temos um relatório recente do ano passado de algumas coisinhas que agente pediu."

Com relação a facilidade de utilização Lineu comentou que é tranquilo, pois o Cimatron é uma ferramenta interativa.

"Inclusive nós compramos mais uma licença agora, esses dias, a terceira ou a quarta já." disse Antônio Giacometto.

Mesmo com a crise econômica do Brasil, nos últimos 3 anos, a APG teve uma média de 70 ferramentais ao ano. Provando a qualidade e eficiência de seus trabalhos.

Após conversar com o Diretor, Antônio Giacometto, sentimos sua expectativa com o recém adquirido módulo Die Quote do Cimatron.

"Eu acho que o sistema de orçamento aqui, principalmente pra parte de programação de orçamento relacionada para estampagem tandem e transfer vai melhorar".
Antônio Giacometto.

Menos tryouts

Fonte: www.apg.ind.br

Terminando a conversa com o Antônio, ele comentou sobre a expansão rápida da empresa ao longo dos anos:

"Quem nos conheceu um tempo atrás, diziam que eramos malucos de estar fazendo o que estamos fazendo. Mas a gente tem que ir arriscando e tentando".

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