Antes de detalharmos as principais dificuldades da área de ferramentarias, vamos entender como está o cenário atual de ferramentaria no Brasil.

Durante os últimos 04 anos o setor de moldes e matrizes acompanhou a queda dos indicadores da economia nacional. Durante este período cerca de 4% a 5% do mercado de ferramentarias encolheu, resultando em fechamentos das empresas do setor.

Atualmente, o mercado nacional possui cerca de 2.000 ferramentarias, que estão concentradas nas regiões sudeste e sul do país, conforme mostrado na tabela 01 abaixo.

Localização Quantidade de Ferramentarias
Estado de São Paulo (SP) 1000
Estado de Santa Catarina (SC) 400
Estado do Rio Grande do Sul (RS) 350
Demais Estados 250

Tabela 01: Localização e quantidade de ferramentarias no Brasil Fonte: ABINFER

Na cidade de Joinville, no Estado de Santa Catarina, que se transformou em um polo local de ferramentarias e é chamada de cidade dos moldes, já chegou a ter 450 empresas do segmento e atualmente tem 350 ferramentarias.

Mas as perspectivas para o setor são animadoras para os próximos anos, o segmento automotivo que representa 70% dos projetos de moldes no Brasil, planeja investimentos de R$36,7 bilhões nos próximos anos.

Tomando como exemplo o grupo FCA (Fiat Chrisler Automobile) que tem 15 projetos nos seus planejamentos para execução, além das outras montadoras automotivas: GeneralMotors(GM), Volkswagem (VW), Ford, Toyota, entre outras.

O mercado nacional de ferramentarias consegue absolver esta demanda produtiva?

O mercado brasileiro não tem capacidade produtiva para atender a todos os projetos, segundo especialista temos capacidades de atendimento apenas de 30% desta demanda.

Assim, para garantirmos o atendimento conforme a capacidade das ferramentarias nacional e para planejarmos melhorias no segmento, temos que entender quais são as suas principais dificuldades.

As principais dificuldades da área de ferramentarias são:

  1. Falta de uma política governamental para o setor;
  2. Capacitação e formação de profissionais;
  3. Prazo de entrega dos projetos muito longo;
  4. Concorrência com o mercado internacional.

1.Falta de uma política governamental para o setor

No Brasil não temos uma política de financiamento definida especificamente para o setor de ferramentarias, isto dificulta a formação de profissionais capacitados e um planejamento de investimento no setor.

Podemos citar dois países europeus, Portugal e Espanha, onde existe uma política de financiamento específica para ferramentarias com centros exclusivos de pesquisas relacionados a desenvolvimento de moldes em Portugal o Centimfe e na Espanha a Ascamm.

No Brasil, contamos com a rede Senai, que desenvolve parcerias com as indústrias para capacitar e desenvolver novos profissionais para o segmento de ferramentarias.

Os programas de incentivo as indústrias montadoras automotivas, tem itens relacionados a incentivos de aquisição de moldes e estampos nacionais.

Para os novos projetos das montadoras automotivas temos o programa ROTA 2030 que procedeu ao programa Inovar auto.

  • Inovar-Auto, que teve como objetivo de aumentar a eficiência e a competitividade da indústria do setor automotivo
  • Rota 2030, que tem como objetivo modernizar o segmento automotivo e alavancar seu crescimento.

Programas de incentivos estaduais como o programa Pró-ferramentaria, que é um incentivo que estabelece uma maior competitividade dos fabricantes de moldes nacionais, com as empresas internacionais.

Este programa, contempla apenas ferramentarias que estão no Estado de São Paulo, mas esta política de incentivo pode servir de modelo de adoção para os demais Estados.

O programa foi regulamentado em 2018 pelo Decreto Nº 63.785/18, e tem como expectativa de arrecadar 8 bilhões de reais nos próximos 8 anos. Estamos falando de 1 bilhão de arrecadações anual.

Esses valores, deverão ser utilizados dentro do Estado de São Paulo, para aquisição de moldes e matrizes para fabricação de componentes plásticos para o segmento automotivo.

Diante deste cenário, em 2011, foi fundada uma entidade para defender os interesses do setor de indústria de moldes e ferramentais, desenvolvendo de forma sustentável toda a cadeia produtiva, a ABINFER (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais).

2.Capacitação e formação de profissionais

A capacitação e a formação de profissionais é uma grande preocupação do setor de ferramentarias, e a profissão de ferramenteiro necessita ser remodelada com uma educação mais prática e tecnológica.

O Senai oferece vários cursos técnicos nas suas unidades e desenvolve parcerias com as indústrias. Um modelo à ser seguido , o grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e a empresa AETHRA, desenvolveram uma parceria com a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) para formação de ferramenteiros.

Neste modelo de capacitação, o aluno tem a possibilidade de se especializar em ferramentaria de desenvolvimento para projetos na área de estampo e possui na sua grade curricular disciplinas nas áreas de gestão.

Temos diversos outros exemplos no país que são desenvolvidos em parcerias, mas a falta de uma política de incentivo do governo dificulta o desenvolvimento de um planejamento a longo prazo.

3.Prazo de entrega dos projetos muito longo

Cerca de 90% das ferramentarias nacional, em média tem menos de 20 funcionários, caracterizando na sua maioria como micro e pequenas empresas, apresentando um quadro de funcionários bastante enxuto.

As ferramentarias são criadas geralmente de ex-funcionários de grande empresas, que começa a fornecer serviços de ferramentarias para poucos clientes.

Com o tempo, a quantidade de clientes aumenta, e as ferramentarias não se desenvolvem nas áreas técnicas e de gestão, o que acarreta diversos problemas, entre eles:

  • A aceitação de projetos sem estudo de capacidades de sua operação, gerando atrasos na entrega de seus produtos.
  • Falta de capacitação técnica de seus colaboradores gerando erros técnicos
  • Erros estratégicos por falta de gestão do negócio. Importante estar em alinhamento a gestão técnica e a gestão administrativa do negócio.
  • Falta de investimento em tecnologia e inovação

A ABINFER esta desenvolvendo um plano excelência na gestão chamado de World Class Tooling 2020, que tem como objetivo de certificar as ferramentarias conforme as normas internacionais da indústria automotiva, isto inclui o desenvolvimento, qualificação e certificação das ferramentarias com parcerias com o SENAI, FRAUNHOFER IPK (Instituto de Sistemas de Produção e Tecnologia de Design, da Alemanha).

Consequentemente com uma gestão padronizada e treinada em conjunto com a área técnica vários atrasos podem ser evitados.

4.Concorrência internacional

O segmento de ferramentarias movimenta à nível mundial US$42 bilhões por ano, enquanto o Brasil movimenta 0,4% deste valor.

A principal concorrência do setor das ferramentarias nacional é o mercado internacional. Como o mercado asiático, mais especificamente a China, que é responsável por abastecer cerca de 30% do mercado mundial com produtos de ferramentarias.

Outros países concorrentes com o mercado nacional são: Portugal, México, Japão, Alemanha e EUA e outros.

Para o desenvolvimento do setor de ferramentarias nacional é importante conhecer os concorrentes e montar estratégias competitivas. O mercado chinês de ferramentarias segundo a ABINFER tem as seguintes características:

  • A China possui cerca de 18.000 ferramentarias concentrado nas grandes cidades;
  • As ferramentarias exportam 90% de sua produção e estão entre os dez maiores países exportadores;
  • A qualidade dos produtos varia entre péssima e boa;
  • O prazo de entrega dos moldes é considerada boa;
  • Mão de obra é de baixo custo;
  • Existe incentivo do governo chinês para fabricantes e compradores.

Desenvolvimento de estratégias para o setor de ferramentarias

No segmento das ferramentarias é primordial trabalhar com qualidade, respeitando todas as especificações técnicas acordadas com os clientes.

Para ter uma maior competitividade no segmento de ferramentarias, o trabalho tem que ser desenvolvido com avaliação constante dos custos e sempre respeitando os prazos de entrega dos projetos.

É de suma importância o desenvolvimento de métodos gerenciais e aplicação de tecnologias para otimizar a produção e reduzir custos.

O desenvolvimento de novos profissionais e a capacitação dos que estão atuando na área é uma estratégia que tem que ser desenvolvida.

O preço dos produtos nacionais perante a concorrência não é competitivo.

O mercado tem que se estruturar com máquinas CNCs e softwares modernos, e que durante esta estruturação as vendas não podem parar.

O tempo de entrega de moldes e matrizes, é um dos indicadores que as ferramentarias nacionais tem uma concorrência acirrada com o mercado de ferramentarias estrangeiras, principalmente com as ferramentarias de origem asiática.

No Brasil, em 90% dos casos as empresas que necessitam de moldes e matrizes de alta tecnologia, com sofisticados sistemas de injeção e projeto fazem aquisição de produtos importados. Além das questões técnicas e tecnológicas, o custo e o prazo de entrega dos moldes são os principais diferenciais estratégicos, apresentados pelas ferramentarias estrangeiras.

Segundo a ISTMA , os cinco principais fabricantes de moldes à nível mundial são:

País Market Share
China 34,3%
EUA 29,8%
Japão 15,2%
Alemanha 7,7%

Fonte: ISTMA

Os clientes das ferramentarias, avaliam vários fatores para tomar uma decisão de compra, dentre eles: qualidade, custo e prazo de entrega. Sendo que o prazo de entrega, tem um impacto muito grande na tomada da decisão para o fechamento do negócio com as ferramentarias.

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O lead time ou o prazo de entrega de um molde, fabricado pelas ferramentarias, pode variar conforme as complexidades do projeto e a quantidade de horas gastas para o seu desenvolvimento.

Os moldes de injeção podem ser classificados conforme sua complexidade:

    • Moldes de baixa complexidade: Moldes de simples abertura e fechamento, sem mecanismos e articulações.
    • Moldes de média complexidade: Moldes que possuem mecanismos (articulações) simples, acionados com o movimento de abertura e fechamento do molde (mecanicamente).
    • Moldes de alta complexidade: Moldes que possuem mecanismos acionados hidraulicamente ou necessitam de uma terceira abertura do molde para realizar o movimento da articulação.

O tempo de entrega de um moldes e matrizes pode apresentar diversas variáveis, podendo aumentar ou diminuir o seu tempo de fabricação, podemos citar alguns exemplos:

  1. O prazo de entrega varia conforme a complexidade do molde de injeção;
  2. A comunicação entre as ferramentarias e seus clientes, quando o molde é importado pode apresentar dificuldades na comunicação;
  3. A aplicação de tecnologias avançadas e softwares específicos;
  4. Conhecimento técnico dos profissionais;
  5. Burocracias de importação e exportação;
  6. Entre outras variáveis.

Muito se fala na necessidade do desenvolvimento de um plano estratégico no segmento de ferramentarias no Brasil, a ABINFER, desenvolve esta ferramenta de gestão da administração.

O planejamento estratégico, que é uma ferramenta de gestão e que tem como finalidade o desenvolvimento de planos estratégicos que contemplam os objetivos e as metas a serem alcançadas, e que utiliza de todos os recursos disponíveis com eficiência e que gera impacto na produtividade e nos resultados. Para isso é importante conhecermos o mercado de atuação e os concorrentes para traçarmos planos estratégicos.

Neste contexto, abordaremos o assunto que impacta no lead time das ferramentarias para executar seus projetos de fabricação de moldes e matrizes, considerando os seguintes países: Brasil, Alemanha, Portugal e EUA.

Perfil das ferramentarias no Brasil

  • No Brasil temos aproximadamente 2.000 ferramentarias;
  • Cerca de 90% das ferramentarias tem menos de 20 profissionais;
  • ABINFER é a associação de fabricantes de moldes brasileira;
  • As ferramentarias estão concentradas nas regiões sudeste e sul do Brasil, tendo como destaque os seguintes Estados: SP, SC e RS. MG, PR e RJ;
  • O segmento é diversificado e complexo;
  • Alto custo da mão de obra especializada e falta capacitação;
  • Utilização da Rede SENAI para capacitação;
  • Apesar de ter em alguns casos produção artesanal, apresenta boa qualidade;
  • O lead time, o prazo de entrega é longo, comparado aos concorrentes
  • Falta maturidade na aplicação de algumas tecnologias aplicadas ao setor;
  • Não tem uma política governamental específica para o setor;
  • O Brasil importa cerca de 50% das necessidades de moldes;
  • Os maiores concorrentes são as ferramentarias asiáticas.

Perfil das ferramentarias na Alemanha

  • A Alemanha possui cerca de 5.000 ferramentarias;
  • Cerca de 80% das ferramentarias da Alemanha tem menos de 20 funcionários;
  • A associação dos fabricantes de moldes é a VDWF (Association of German Tool and MoldMmakers);
  • As ferramentarias da Alemanha não estão concentradas em uma determinada região do país;
  • Apresenta: Competência em design, alto nível de qualidade, desenvolve cooperação com clientes;
  • Profissionais qualificados;
  • Possui uma ótima rede de pesquisa e de desenvolvimento;
  • Os salários de seus profissionais são considerados altos bem como os custos com treinamentos;
  • Os maiores concorrentes das ferramentarias são do leste europeu e asiáticos.

Perfil das ferramentarias em Portugal

  • Portugal tem em torno de 300 ferramentarias e 90% da sua produção é para o mercado de exportação;
  • Cerca de 90% da ferramentarias tem em média 20 funcionários;
  • A Cefamol é a associação que representa as empresas fabricantes de moldes em Portugal;
  • As ferramentarias estão concentradas na região norte do país: Marinha Grande e Oliveira de Azeméis
  • Atua em diversos segmentos e apresenta boa qualidade no desenvolvimento de seus produtos;
  • O prazo de entrega é considerado bom;
  • São realizados altos investimentos em tecnologia;
  • Possui centros específicos de formação de profissionais na área de ferramentarias:
    • Centimfe: Centro Tecnológico das Indústrias de Moldes, Ferramentas especiais e Plásticos
    • Cenfim
  • Posicionamento estratégico tendo acesso ao mercado da comunidade europeia;
  • Seus maiores concorrentes são: ásia e o leste europeu

Perfil das ferramentarias dos Estados Unidos da América

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  • Os EUA tem aproximadamente cerca de 7.000 ferramentarias;
  • Cerca de 90% das ferramentaras tem menos de 50 funcionários;
  • A associação de fabricantes de moldes é a NTMA (National Tooling and Machines Association);
  • Existe uma concentração de ferramentarias nos seguintes Estados: Michigan, Illinois, Ohio, Califórnia, Pensilvânia, Indiana e Wisconsin;
  • Apresenta uma alta qualidade aliado ao design, tecnologias inovadoras e capacidade de fabricar diversos tipos de produtos;
  • Os salários e o custo dos treinamentos são considerados altos;
  • O governo federal e estadual tem programas que incentiva a competitividade do setor;
  • A maior concorrência é com os países asiáticos, a China ocupou a colocação dos americanos de maior fabricante de moldes à nível mundial.

Porque não compensa comprar moldes no Brasil

Um molde adquirido no mercado exterior, pode chegar em média 30% mais barato do que os ofertados pelas ferramentarias nacional e o tempo de entrega de moldes e matrizes é bem inferior das ferramentarias brasileiras. Esta grande diferença de valor é referente ao que chamamos de custo Brasil. Pensando em redução de custos, não necessariamente um produto importado pode ser mais barato, outros custos envolvidos na sua aquisição pode gerar custos adicionais. Para essa aquisição é importante levar em consideração as seguintes observações:

  • Os moldes importados requerem um número maior de manutenções, podendo ser por diversos motivos e acarreta um custo adicional na aquisição do molde importado;
  • A dificuldade com o idioma estrangeiro e as grandes distâncias entre os países pode acarretar em outros custos com viagens e alterações nos projetos;
  • Dificuldades da realização de tryouts pode gerar alterações no projeto e aumento dos custos, quando os moldes são importados;
  • Com a aquisição de moldes nacionais as empresas estão incentivando o crescimento do setor de ferramentarias;
  • Com a aquisição de moldes nacionais não terá preocupações com a burocracia de importação de produtos;
  • Avaliar os incentivos que alguns Estados oferecem na aquisição de moldes nacional;
  • As ferramentarias nacional tem como exigência ter um profissional responsável técnico habilitado no CREA, e que consequentemente gera uma maior confiabilidade para o cliente, mas os valores desses custos são repassados para os projetos; Enquanto que as ferramentarias estrangeiras não tem esta obrigação técnica.

 

Apesar das dificuldades encontradas pelo país para ter uma maior estabilidade econômica, que gera rendas e empregos, as grandes empresas continuam investindo e operando no Brasil.

Com essas perspectivas, o segmento de ferramentarias tem um grande desafio para atender todas essas demandas, e necessita otimizar o tempo de entrega de moldes e matrizes a seus clientes, para isso será necessário investimentos em equipamentos e capacitação técnica além do desenvolvimento de políticas de incentivos para o setor.

Microusinagem: Equipamentos cada vez menores e mais leves

A microusinagem possibilita a construção de moldes de tamanhos na ordem de 2 ou 3 milímetros.

Geralmente usados na fabricação de peças de 1 milímetro, exigem máquinas, ferramentas e ligas especiais, além de profissionais altamente qualificados.microusinagem microusinagem

Com isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) estão em alerta sobre as oportunidades surgidas para aumentar as atividades exercidas pelas ferramentarias.

Mais especificamente para a produção de micromoldes.

Dessa forma, a proposta de ambas é ampliar os serviços que podem ser prestados e introduzir inovação para a indústria.

Micromoldes

Equipamentos cada vez menores e mais leves trazem vantagens competitivas para setores como eletroeletrônica e medicina.

A produção dessas peças exige uma sofisticação na produção de seus componentes, também minúsculos e que são fabricados a partir de micro moldes.

Com isso, a microusinagem se transforma em um potencial campo de atuação para o setor de ferramentarias.

E para aumentar o leque de serviços, com a introdução de micro-moldes na oferta de pedidos, o SENAI-SC e a FIESC também estão preocupados em transmitir informações sobre as máquinas-ferramenta que realizam esse processo, sobre ferramentas de corte dedicadas e matérias-primas específicas para esse tipo de peça.

Sem falar de toda a tecnologia envolvida na microusinagem, que ainda é novidade para muitas prestadoras de serviços.

Antes de induzir a criação dessa atividade alternativa, o SENAI realizou estudo de mercado para analisar as condições atuais da indústria da região e as tendências em tecnologia.

Segundo a diretora da unidade de Joinville, Hildegarde Schlupp, a produção metalmecânica do Estado ainda está muito focada no setor automobilístico, mas com os micromoldes será possível estender o atendimento para as áreas de telecomunicações, médica e eletroeletrônica, entre outros potenciais.

Máquinas Especiais Desenvolvidas para microusinagem

De acordo com o diretor regional do SENAI-SC, Sérgio Roberto Arruda, ainda não há pedidos para a usinagem de micromoldes na região.

Porém, mesmo sem pedidos ainda, ele julga que essa será uma grande aposta.

Por isso, foi adquirida máquina-ferramenta com cinco eixos de movimentação e precisão na ordem de 30mm, para operações de microfresamento, da Kern Microtechnik.

De acordo com Arruda "Ela será capaz de fazer um furo em um fio de cabelo”

O SENAI CIMATEC da Bahia também investiu na aquisição de uma máquina idêntica, alemã, avaliada em cerca de R$ 2,5 milhões.

Com isso, a aquisição permitirá que a escola trabalhe juntamente com a empresa para o desenvolvimento dessa capacitação.

Porém, de acordo com Hildegarde, o SENAI não prestará nenhum tipo de serviço que possa competir com a indústria.

Porque, a ideia é atuar com inovação e pesquisa aplicada, dar todo apoio na questão da metrologia e direcionar e estimular as empresas a se tornarem mais competitivas.microusinagem KERN

O SENAI-SC está aberto para discutir de forma colaborativa os projetos de confecção de micromoldes.

O SENAI-SC criou recentemente parcerias com o Instituto Fraunhofer da Alemanha e com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Com isso, o objetivo é capacitar o SENAI para disseminar o conhecimento a todas ferramentarias da região.

Ou seja, realizar uma ação conjunta entre profissionais envolvidos deverá induzir o surgimento de um novo segmento produtivo.

Para o pesquisador do Departamento de Tecnologia de Processos do Instituto Fraunhofer de Tecnologia da Produção (IPT), Benedikt Gellissen, parceiro do SENAI no desenvolvimento desse projeto de ampliação dos serviços de ferramentaria na região, toda a cadeia de produção precisa ser repensada.

“Não é apenas diminuir o tamanho do molde, mas sim mudar tudo o que está envolvido no processo. Inclusive, pensar em como fazer o controle dimensional das micropeças”.

Segundo o pesquisador, geralmente os sistemas de medição para toda a superfície do micromolde apresentam soluções ópticas.

Ou seja, não há contato com a peça.

A realização da microusinagem envolve processos de fresamento, torneamento e eletroerosão.

Ainda se aplica a esse quadro de fabricação a usinagem a laser.

Porém, de acordo com o Dr.-Ing. Kristian Arntz, esta tecnologia ainda demora para ser introduzida nas ferramentarias, por uma questão de adaptação.

microusinagem

 

Mercado da Micro Tecnologia

Gellissen lista como usuários potenciais de micro moldes os fabricantes de sensores, elementos ópticos, acessórios usados na biotecnologia e microchips.

Ambos os pesquisadores do Instituto Fraunhofer apresentaram ao SENAI diferentes tipos de micro moldes que poderão, em um futuro próximo, também serem confeccionados pelas ferramentarias catarinenses.

Um dos exemplos citados é para a produção de uma bomba de fluxo de sangue utilizada para o tratamento de doenças do coração.

O programa também pretende estimular a criação de produtos inovadores e ampliar os valores de exportação.

Sendo assim, a proposta é produzir mais tecnologia, aumentar o número de patentes e agregar valor aos produtos exportados.

A indução do desenvolvimento tecnológico é uma ação que integra o Programa SENAI Mais Competitividade.

A ação, também prevê a implantação de centros de referência focados nas vocações industriais de cada região do Estado.

Microusinagem ferramenta

Materiais sobre Microusinagem

Confira a palestra do Mr. Benedikt Gelissen do Instituto Fraunhofer sobre Fabricação de moldes por micro usinagem

Também, confia a seguir sobre Micro Usinagem com Cimatron

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micro usinagem fraunhofer

Fonte: www.sc.senai.br e http://www.cimatron.com/NA/pressreleases.aspx?FolderID=912&docID=2771

Ferramentaria, o que um fabricante de ferramental faz?

Ferramentaria ou fabricantes de ferramentas e matrizes são uma classe da indústrias de usinagem que produzem gabaritos, acessórios, matrizes, moldes, máquinas-ferramentas, ferramentas de corte, dispositivos e outras ferramentas usadas nos processos de fabricação.

Dependendo da área de concentração em que uma determinada pessoa trabalha, ela pode ser chamada por variações no nome, incluindo fabricante de ferramentas, fabricante de moldes, fabricante de matrizes, montador de ferramentas ou de ferramental.

Os fabricantes de ferramental de moldes e matrizes trabalham principalmente em ambientes de ferramentaria - às vezes literalmente em uma fábrica, mas com mais frequência em um ambiente com fronteiras flexíveis e semipermeáveis ​​do trabalho de produção.

Os ferramenteiros são artesãos habilidosos que tipicamente aprendem seu ofício através de uma combinação de cursos acadêmicos e instrução prática, com um período substancial de treinamento no trabalho que é funcionalmente um aprendizado (embora geralmente não nominalmente hoje).

Arte e ciência (especificamente, ciência aplicada) são meticulosamente misturadas em seu trabalho, como também são em engenharia.

Engenharia

Os engenheiros de fabricação e os fabricantes de ferramentas e matrizes geralmente trabalham em estreita colaboração como parte de uma equipe de engenharia de fabricação.

Muitas vezes há rotatividade entre as carreiras, pois uma pessoa pode acabar trabalhando em ambos em diferentes momentos de sua vida, dependendo das mudanças de sua carreira educacional e profissional.

De fato, não houve diferença codificada entre eles durante o século 19; somente após a Segunda Guerra Mundial a engenharia tornou-se uma profissão regulamentada exclusivamente por um diploma de engenharia de universidade ou faculdade.

Ambas carreiras exigem algum nível de talento artístico, criativas e áreas de matemática e ciências.

Os operadores podem ser qualquer combinação de ferramenteiros e operadores de máquinas.

Alguns trabalhos apenas como operadores de máquinas, enquanto outros alternam de forma fluida entre tarefas de ferramenteiro e tarefas de produção.

 

Descrição do trabalho

Tradicionalmente, trabalhando a partir de desenhos de engenharia desenvolvidos por engenheiros e tecnólogos.

Os fabricantes de ferramentas apresentam o design da matéria-prima (geralmente de metal), cortando-a em tamanho e forma usando ferramentas de máquina controladas manualmente (como tornos, fresadoras, máquinas de triturar e usinagem de gabarito), ferramentas elétricas (como trituradores de matriz e ferramentas rotativas) e ferramentas manuais (como limas e brunidas).

Desde o advento da computação nos campos de manufatura (incluindo CNC, CAD, CAM e outras tecnologias auxiliadas por computador), os fabricantes de ferramentas e matrizes têm adicionado cada vez mais habilidades de TI ao seu trabalho diário.

Os fabricantes de ferramental de hoje geralmente precisam ter todas as habilidades tradicionais e habilidades digitais substanciais; esses requisitos formidáveis ​​tornam o campo difícil de dominar.

Ferramental

Ferramental normalmente significa fazer ferramentas usadas para produzir produtos. O ferramental comum inclui rolos de conformação de metal, ferramentas de corte (como brocas e fresas), acessórios ou mesmo máquinas-ferramentas inteiras usadas para fabricar, manter ou testar produtos durante sua fabricação.

Devido à natureza única do trabalho de um fabricante de ferramentas, muitas vezes é necessário fabricar ferramentas personalizadas ou modificar ferramentas padrão.

Fabricação de Estampos

Artigo principal: Estampos (fabricação)
A fabricação de estampos é um subgênero de ferramentas que se concentra na fabricação e manutenção de moldes. Isso geralmente inclui punção, matriz, réguas de aço e conjuntos de ferramental.

A precisão é essencial na fabricação de moldes; punções e aços de matriz devem manter a folga adequada para produzir peças com precisão e geralmente é necessário ter componentes usinados com tolerâncias de menos de um milésimo de polegada.

Treinamento

Embora os detalhes do treinamento variem, muitos fabricantes de ferramentas e matrizes iniciam um aprendizado com um empregador, possivelmente incluindo a combinação de treinamento em sala de aula e experiência prática.

Algumas qualificações prévias em matemática básica, ciência, ciência de engenharia ou design e tecnologia podem ser valiosas.

Muitos fabricantes de ferramentas e matrizes participam de um programa de aprendizado de 4 a 5 anos para alcançar o status de ferramenta de aprendizado e ferramenta de fabricação.

As relações empregatícias de hoje em dia diferem em nome e detalhe do arranjo tradicional de um aprendizado, e os termos "aprendiz" e "viajante" nem sempre são usados.

Mas a ideia de um período de treinamento no trabalho levando ao domínio do campo ainda se aplica.

A importância do SENAI

No Brasil, geralmente são treinados pela instituição educacional SENAI, iniciando com o curso de Mecânica de Usinagem, ou Mecânica Geral e especialização em Ferramentaria de Moldes ou Ferramentaria de Estampos.

Nos Estados Unidos, os fabricantes de ferramentas e matrizes que se formaram na NTMA (Associação Nacional de Ferramentaria e Usinagem) passaram por 4 anos de cursos universitários. Além de 10.000 horas de trabalho para concluir seu aprendizado. Eles também são credenciados pelo Departamento do Trabalho dos EUA.

Fabricante de Gabarito / Fixadores

A fabricação de gabaritos e fixadores está sob a responsabilidade de uma ferramentaria.

A diferenciação de gabaritos padrão, de fixadores é que um gabarito guia a ferramenta para a operação que está sendo executada enquanto um gabarito simplesmente protege o trabalho. Os termos são usados ​​às vezes de forma intercambiável.

Um fabricante de gabaritos e fixadores precisa saber como usar uma variedade de máquinas para construir esses dispositivos, como ter habilidades em soldagem e, em alguns casos, o conhecimento de equipamentos de trabalho em madeira, claro, com as habilidades de usinagem da classe de ferramentas.

Contudo, eles são frequentemente aconselhados por um engenheiro na construção dos dispositivos. Um amplo conhecimento de vários materiais é necessário além da madeira e do metal, como plásticos. Eles também podem criar, projetar e construir sem planos de engenharia.

Os fabricantes de gabarito / fixadores ganham experiência prática ao monitorar e fazer alterações conforme o processo de fabricação é constantemente aprimorado e revisado com / pela engenharia.

Portanto, eles também podem ser obrigados a fazer esses ajustes sem ajuda de engenharia, dependendo do tamanho da empresa.

Alguns gabaritos e acessórios exigem atuação eletrônica e pneumática, o que também envolverá conhecimento / treinamento nesses campos.

Gabaritos e gabaritos construídos adequadamente reduzem o desperdício garantindo peças perfeitamente ajustadas.

Gabaritos e acessórios podem ser tão grandes quanto um carro ou ser segurados na mão. As necessidades de produção determinam forma e função.

Gabaritos, fixadores e dispositivos são necessários para manter os padrões de qualidade para demandas repetitivas de produção de baixo e alto volume.

A tecnologia a favor da construção de dispositivos

A evolução contínua das tecnologias de projeto e controle computadorizados, como CAD / CAM, CNC, PLC e outros, limitou o uso de gabaritos na fabricação.

No entanto, todas as máquinas de execução de computador precisam de algum tipo de fixação para as operações de produção.

Por exemplo, um gabarito de broca não é necessário para guiar as brocas para os centros de furos se isso for feito em um CNC, uma vez que é controlado numericamente por computador.

No entanto, fixações ainda são necessários para manter a peça[s] no lugar para a operação necessária.

Atualmente, são necessários gabaritos em muitas áreas de fabricação, mas principalmente para produção de baixo volume.

Fonte Adaptada: Wikipédia

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